Blocos estão localizados na Costa do Marfim, em áreas consideradas de alto potencial ao longo da margem equatorial africana. (Foto: Divulgação)
A Petrobras assinou contratos de partilha de produção para explorar oito blocos marítimos na Costa do Marfim, ampliando sua presença na África em áreas de águas ultraprofundas. A estatal brasileira terá participação operacional de 90%, enquanto os 10% restantes ficarão com a PETROCI Holding, companhia petrolífera do país africano. As informações são da Bloomberg.
Os blocos estão localizados em áreas consideradas de alto potencial ao longo da margem equatorial africana. A operação integra a estratégia da Petrobras para diversificar seu portfólio e repor reservas antes do pico de produção esperado para meados da próxima década.
A presidente da companhia, Magda Chambriard, já havia antecipado o negócio durante um evento no Rio de Janeiro. Na ocasião, destacou a importância da exploração em águas ultraprofundas para sustentar a produção da estatal no futuro. “Não há futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”, afirmou.
Para manter os níveis atuais de produção após o pico de extração do pré-sal, previsto para cerca de 2035, a Petrobras precisará incorporar aproximadamente 9 bilhões de barris de óleo equivalente às suas reservas até 2050, segundo cálculos apresentados por Chambriard.
A estatal tem intensificado a busca por ativos internacionais nos quais possa aplicar sua experiência em perfuração e produção em águas profundas. A expansão africana aparece entre as frentes estratégicas da companhia, ao lado da Margem Equatorial brasileira.
Além da Costa do Marfim, a Petrobras recebeu, em agosto, autorização do Ministério da Energia de Gana para negociar contratos de exploração em quatro blocos. A companhia também adquiriu participação de 42,5% em um bloco marítimo na Namíbia, ingressou no projeto Deep Western Orange Basin, na África do Sul, e comprou fatias minoritárias em três blocos operados pela Shell em São Tomé e Príncipe.
Fonte original: LIDE



