O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,70% em setembro, ficando 1,10 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de agosto (-0,40%). O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em 0,36%, abaixo da taxa de 0,67% registrada em igual período de 2025. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,82% e, em 12 meses, de 4,47%, acima dos 4,24% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, o IPCA-15 foi de 0,48%.
| Período | Taxa |
|---|---|
| Set/26 | 0,70% |
| Ago/26 | -0,40% |
| Set/25 | 0,48% |
| Acumulado no ano | 3,82% |
| Acumulado nos últimos 12 meses | 4,47% |
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em setembro. A maior variação e o maior impacto positivo vieram de Habitação (2,07% e 0,31 p.p). As demais variações ficaram entre o 0,03% de Educação e o 0,96% de Despesas pessoais.
| IPCA-15 e IPCA-E – Variação e impacto nos grupos | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Grupo | Variação Mensal (%) | Impacto | Variação Acumulada (%) | |||
| (p.p.) | ||||||
| Julho | Agosto | Setembro | Setembro | Trimestre | 12 meses | |
| Índice Geral | 0,06 | -0,40 | 0,70 | 0,70 | 0,36 | 4,47 |
| Alimentação e bebidas | -0,66 | -0,57 | 0,40 | 0,09 | -0,83 | 4,40 |
| Habitação | 0,97 | -1,41 | 2,07 | 0,31 | 1,61 | 4,31 |
| Artigos de residência | 0,19 | 0,04 | 0,55 | 0,02 | 0,78 | 1,36 |
| Vestuário | -0,33 | -0,20 | 0,41 | 0,02 | -0,12 | 3,14 |
| Transportes | 0,11 | -1,00 | 0,60 | 0,12 | -0,30 | 3,86 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,28 | 0,40 | 0,13 | 0,02 | 0,81 | 5,76 |
| Despesas pessoais | 0,08 | 0,66 | 0,96 | 0,10 | 1,71 | 6,04 |
| Educação | -0,04 | 0,46 | 0,03 | 0,00 | 0,45 | 5,96 |
| Comunicação | -0,02 | -0,02 | 0,54 | 0,02 | 0,50 | 2,59 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor. | ||||||
No grupo Habitação (2,07%), o principal e maior impacto individual no índice do mês (0,29 p.p.), veio da energia elétrica residencial, que, após a queda de 6,25% em agosto, subiu 7,42% em setembro, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior. A vigência da bandeira tarifária amarela mantém-se em setembro, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Cabe destacar, ainda, que em Fortaleza (4,03%), as tarifas foram reduzidas em 6,65%, com vigência em 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No gás encanado (0,92%), do grupo Habitação, sobressaem os reajustes de 10,21% em Curitiba (5,20%), e 1,80% no Rio de Janeiro (0,92%), ambos a partir de 1° de agosto. O resultado do subitem taxa de água e esgoto (0,03%) decorre do aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador (0,46%), a partir de 20 de julho.
No grupo Transportes (0,60% e 0,12 p.p), o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas (9,82%). Em relação aos combustíveis (0,22%), gás veicular (1,56%) e gasolina (0,30%) registraram alta na média de preços, enquanto o óleo diesel (-0,78%) e o etanol (-0,22%) apresentaram recuo. O subitem táxi (0,66%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (6,34%) vigente desde 08 de agosto.
No grupo Despesas pessoais (0,96%) sobressai o aumento no preço do subitem cigarro (14,00%), a partir de 1° de agosto.
Em Alimentação e Bebidas (0,40%), o subgrupo da alimentação no domicílio registrou variação de 0,38% em setembro, após recuar 0,97% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (20,76%), do arroz (2,39%) e das carnes (1,30%). No lado das quedas, destacam-se o feijão carioca (-6,33%), a cebola (-4,41%) e o café moído (-1,36%).
Na alimentação fora do domicílio (0,44%), a refeição passou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, enquanto o lanche desacelerou em relação ao mês anterior, de 0,75% para 0,44%.
Quanto aos índices regionais, as onze áreas de abrangência tiveram alta em setembro. A maior variação foi observada em Goiânia (0,95%), por conta da alta do cigarro (15,69%) e da energia elétrica residencial (6,38%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,44%), que registrou queda nos preços das frutas (-4,78%) e da gasolina (-1,86%).
| IPCA-15 e IPCA-E – Variação nas regiões | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Região | Peso Regional (%) | Variação Mensal (%) |
Variação Acumulada (%) |
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| Julho | Agosto | Setembro | Trimestre | 12 meses | ||
| Goiânia | 4,96 | -0,03 | -0,42 | 0,95 | 0,50 | 6,29 |
| Belo Horizonte | 10,04 | -0,12 | -0,55 | 0,79 | 0,12 | 3,84 |
| Rio de Janeiro | 9,77 | 0,44 | -0,51 | 0,77 | 0,70 | 4,59 |
| Brasília | 4,84 | 0,07 | -0,25 | 0,76 | 0,58 | 4,74 |
| Porto Alegre | 8,61 | 0,39 | -0,62 | 0,75 | 0,52 | 4,95 |
| São Paulo | 33,45 | -0,06 | -0,06 | 0,73 | 0,61 | 4,77 |
| Fortaleza | 3,88 | 0,13 | -0,37 | 0,72 | 0,48 | 5,09 |
| Curitiba | 8,09 | 0,31 | -0,82 | 0,62 | 0,10 | 2,76 |
| Belém | 4,46 | -0,22 | -0,74 | 0,51 | -0,45 | 3,76 |
| Salvador | 7,19 | -0,10 | -0,71 | 0,50 | -0,31 | 3,93 |
| Recife | 4,71 | -0,02 | -0,51 | 0,44 | -0,09 | 4,45 |
| Brasil | 100,00 | 0,06 | -0,40 | 0,70 | 0,36 | 4,47 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor. | ||||||
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de julho a 14 de agosto de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
Saiba mais sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo15:
O que é o IPCA 15?
Série Histórica
Tabelas
Publicação
Fonte original: Agência IBGE Notícias


