Portugal

PSP dentro de creche para investigar maus-tratos a crianças em Lisboa

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) está no interior da creche de Carnide, em Lisboa, onde, esta segunda-feira, cerca de uma dezena de pais e familiares de crianças protestam, por alegados maus-tratos aos menores.

Ao Notícias ao Minuto, fonte oficial da PSP revelou que estão, neste momento, três valências desta autoridade na Academia Sonhar e Crescer, localizada na Rua José Farinha.

Além de polícias da Escola Segura e agentes que tentam manter a ordem pública – devido ao protesto – estão também no local vários elementos da Divisão de Investigação Criminal a investigar as denúncias de maus-tratos.

Desde as 07h50, que os agentes desta divisão da PSP fiscalizam a creche em questão e procedem à recolha de prova para confirmar (ou não) os alegados maus-tratos de que “tiveram conhecimento”.

Para já não há suspeitos constituídos arguidos, nem detidos. A PSP remete mais esclarecimentos sobre a situação para mais tarde, através de um comunicado que será enviado às redações.

Hematomas, bebés amarrados e traumatismos cranianos

Recorde-se que um grupo de encarregados de educação está esta segunda-feira a realizar um protesto à porta da creche em questão para denunciar a suspeita de maus-tratos a crianças por parte das funcionárias do estabelecimento.

Os pais fizeram-se acompanhar de cartazes com imagens que demonstram hematomas nas crianças, fotografados após os alegados episódios de agressões.

Algumas das imagens foram tiradas pelos próprios familiares, para questionar as funcionárias sobre as lesões, outras foram tiradas por outras trabalhadoras e, entretanto, facultadas aos pais.

Sempre que a educadora de infância era questionada sobre os ferimentos, esta acusava outras crianças dos mesmos ou dizia que tinham sido provocados pelos berços.

Às televisões presentes no local, os manifestantes mostraram várias imagens chocantes. Entre elas, a de uma bebé que esteve “duas horas amarada” na cadeirinha, acabando por ficar com várias lesões nos pulsos.

Já uma avó revelou que a neta tem pavor de alimentos sólidos. Desconfia que terá sido obrigada a comer, depois do que ouviu por parte de duas funcionárias, que decidiram contar tudo aos educadores de infância, na passada semana, depois de um menino ter sofrido um traumatismo craniano na creche, após uma alegada agressão.

Funcionários de uma creche de Carnide, em Lisboa, estão a ser acusados de maus-tratos pelos pais das crianças. Mais de uma dezena estão no local, esta segunda-feira, a protestar, onde se encontra também a PSP.

 Natacha Nunes Costa | 08:30 – 09/02/2026

“Funcionária deu-lhe uma chapada e ele desmaiou. Não sabia se estava vivo ou morto”

À SIC Notícias, a mãe do menino em questão, que sofreu o traumatismo craniano, revelou que a criança “desmaiou” após ser agredida com uma “chapada” e que, pelo menos duas funcionárias, “não lhe prestaram auxílio”.

“Disseram que tinha sido uma menina agressiva, de um ano e meio, que o tinha empurrado”, mas, como terá revelado, posteriormente, uma outra funcionária aos pais, não foi isso que aconteceu.

“Ela disse-me: ‘não foi isso, foi outra funcionária que o empurrou para baixo dos lençóis, ele não queria, tentou subir, ela deu-lhe uma chapada e ele desmaiou'”.

Nessa altura, as funcionárias nem sabiam se o menino “estava vivo ou morto”.

“Puseram um puff por cima da cabeça dele, taparam-no. Essa funcionária [a alegada agressora] fechou a porta e disse a outra para ir lá ver se o menino estava bem. Não sei se ele está bem ou não. Outra funcionária, que também faz parte dos abusos, recusou-se a ir. Foi a funcionário que veio falar connosco que foi vê-lo e disse: ‘ele está a respirar'”, revelou a mulher, que pede agora que a creche seja encerrada e as alegadas agressoras “presas”.

Leia Também: Pais acusam funcionárias de creche de Lisboa de maus-tratos. PSP no local



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