Esta segunda-feira, o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, disse que chegou a altura do Presidente dos Estados Unidos parar com as pressões sobre a anexação da região autónoma dinamarquesa no Ártico.
Loading…
Os moradores da Gronelândia admitem estar cada vez mais preocupados com as intenções de Donald Trump de anexar o território. Dizem que as ameaças do presidente norte-americano são agora mais sérias do que ano passado, e que devem ser levadas a sério.
“Começámos a refletir sobre o que ele pode fazer, agora que fez o que fez na Venezuela“, disse o morador Patrick Abrahamsen.
Também Christian Elsner, outro cidadão, admitiu estar preocupado:
“Vê-se que ele faz simplesmente o que lhe convém, o que considero bastante perturbador.”
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, disse que chegou a altura do Presidente dos Estados Unidos parar com as pressões sobre a anexação da região autónoma dinamarquesa no Ártico.
“Basta! (…) Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve ser feito através dos canais adequados e de acordo com o direito internacional”, escreveu durante a noite o líder da Gronelândia nas redes sociais.
Em entrevista no domingo à revista The Atlantic, Donald Trump, reafirmou a vontade de anexar o território autónomo da Gronelândia, que pertence à Dinamarca e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, exortou os Estados Unidos a pararem com as ameaças “contra um aliado histórico” por causa da Gronelândia.
A intervenção militar norte-americana na Venezuela no sábado, que destacou o interesse de Donald Trump pelos vastos recursos petrolíferos do país, reacendeu os receios em relação à Gronelândia, cobiçada pelo presidente norte-americano pelos recursos minerais e a localização estratégica.
– Com Lusa



