“Quando se analisam apenas os 396 candidatos efetivamente novos no sistema, essa média sobe para 43,6 anos”, referiu o movimento.
De acordo com a mesma fonte, não estão a ser atraídos professores jovens, verificando-se uma maioria de colocados nas faixas etárias dos 40–49 anos e mais docentes com 50 ou mais anos do que jovens com menos de 30 anos.
Há grupos de recrutamento em que, segundo o MEP, “não entra um único professor jovem”.
No ensino pré-escolar, a situação é “particularmente expressiva”, com a idade média dos colocados situada em 53,4 anos, de acordo com os dados divulgados pelo movimento.
“A análise às idades dos 1.639 candidatos colocados mostra que os chamados ´novos professores´ anunciados pelo ministro são, maioritariamente, docentes em faixas etárias mais elevadas”, declarou o MEP, no documento.
Ainda segundo as contas do MEP, as faixas etárias mais representadas são as dos 45 aos 49 anos (305 colocados) e dos 40 aos 44 anos (260 colocados), destacando-se também seis professores que têm pelo menos 65 anos.
No passado dia 26, o Governo anunciou a colocação de 1.639 professores nos quadros de zonas do país com carência de docentes, no âmbito de um novo concurso externo extraordinário.
Neste concurso, foram abertas 1.800 vagas e 1.639 foram ocupadas por docentes para as regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, sinalizadas com falta de professores.
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