Portugal

Câmara de Portalegre ordenou peritagem à zona onde ocorreu enxurrada

Shares

Em declarações à agência Lusa, a presidente do Município de Portalegre, Fermelinda Carvalho, explicou que hoje a peritagem já foi desenvolvida no terreno, esta na segunda-feira, devendo os resultados ser conhecidos “na próxima semana”.

“A equipa andou no terreno, levou todos os elementos que precisava. A peritagem foi desenvolvida por professores universitários, são pessoas peritas nesta matéria”, sublinhou.

A enxurrada de água, lama e pedras ocorrida na passada quinta-feira, dia 05, foi oriunda da serra de São Mamede e abrangeu três avenidas da cidade, provocando danos em pelo menos 10 casas, em caves (número por apurar) e em 52 carros, além de ter causado três pessoas desalojadas.

Nesse dia, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo especificou à Lusa que os locais mais atingidos na cidade foram a Avenida de Santo António e a entrada principal do hospital da cidade, tendo o alerta sido dado às 06:49.

“A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo”, arrastando veículos, detritos e pedras, disse então a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital “ficou inoperacional”.

Na sequência desta situação e devido à previsão de precipitação persistente nos próximos dias para a região, a Câmara de Portalegre, no domingo, ativou o Plano Municipal de Emergência e de Proteção Civil, que está ativo até às 23:59 de dia 15.

Por outro lado, o Plano de Emergência do Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre, que tinha ativado no dia da enxurrada, foi desativado pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo esta segunda-feira.

Na Avenida de Santo António, o trânsito está a circular na parte norte com algumas condicionantes, devido aos trabalhos de limpeza, principalmente no antigo edifício da Escola Superior de Saúde.

A Lusa observou no local, hoje esta manhã, que os trabalhos de limpeza continuam em determinadas zonas da avenida, estando também já em funcionamento algumas empresas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Leia Também: “O Turismo acolhe”: Programa dá alojamento urgente a vítimas do mau tempo



Noticias ao minuto

BehanceBehance
WeCreativez WhatsApp Support
Sugira uma pauta ao Comunicar News, retornamos o mais breve possível!
👋 Qual a sua sugestão?