“A vigilância aérea através de drones é um dos projetos a concretizar, em articulação entre a Forças Armadas e a ARDITI – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação”, refere José Manuel Rodrigues em comunicado.
O governante madeirense reuniu-se hoje com o ministro da Defesa, Nuno Melo, em Lisboa, a quem apresentou um conjunto de projetos que a região pretende desenvolver e para os quais o Governo Regional (PSD/CDS-PP) pede o apoio do Governo da República.
“Nos planos que o Estado pode concretizar estão infraestruturas e equipamentos com duplo uso, para efeitos civis de apoio às populações e militar, nalgumas circunstâncias”, refere.
José Manuel Rodrigues, também líder do CDS-PP/Madeira, vincou que a região autónoma da vai ser contemplada com novos investimentos a realizar nas áreas da segurança e da defesa do país, abrangendo os três ramos das Forças Armadas.
“O secretário regional da Economia e [o ministro] Nuno Melo estão de acordo em haver um cais próprio para o navio patrulha destacado pela Marinha para a Madeira, bem como da necessidade de renovar a ‘pipeline’ do aeroporto do Porto Santo, uma responsabilidade direta do Ministério da Defesa Nacional”, lê-se no comunicado.
José Manuel Rodrigues sublinha que “todo o abastecimento de combustíveis ao Porto Santo é feito através da conduta que foi construída pela NATO”, vincando que precisa de obras de recuperação.
A Comissão Europeia aprovou, na quarta-feira, o plano para Portugal aceder a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de defesa, sendo este um dos oito países com aval preliminar (bem como Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia) no âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE).
Hoje, a presidente da Comissão Europeia pediu a rápida aprovação pelo Conselho da União Europeia (UE) do plano português, após o aval de Bruxelas.
O SAFE, que foi proposto em março do ano passado pela Comissão Europeia, vai conceder até 150 mil milhões de euros em empréstimos a longo prazo e a preços favoráveis aos Estados-membros da UE para investimentos em capacidades de defesa.
Estes empréstimos, que têm de ser executados até 2030, vão financiar esforços de aquisição urgentes e em grande escala.
A Portugal foram destinados 5,8 mil milhões de euros, aos quais o país concorreu em novembro passado com um plano para reequipar as forças armadas.
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