José Sócrates está novamente sem advogado, após José Preto ter renunciado à defesa do ex-primeiro-ministro, avança esta terça-feira a CNN Portugal. O causídico anunciou a decisão numa carta enviada ao tribunal.
A ‘saída’, acrescenta o canal, é justificada com o facto de a juiz não ter aceitado que o advogado se restabelecesse antes de retomar o julgamento da Operação Marquês. Recorde-se que José Preto esteve internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, revelou o Público.
Agora, Sócrates pede mais 20 dias ao tribunal para escolher um novo advogado.
De lembrar ainda que o reinício do julgamento do processo Operação Marquês, estava previsto para dia 6 de janeiro, tendo sido adiado para hoje – após o tribunal ordenar a nomeação de uma nova advogada oficiosa para representar o antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Ana Velho, chamada por o advogado nomeado por José Sócrates se encontrar hospitalizado, sustentou não ter condições para defender o antigo chefe de governo, mas o tribunal considerou que não poderia ser dispensada da função e deu-lhe cinco dias para contactar José Sócrates e tomar conhecimento do processo.
A mandatária foi a segunda advogada oficiosa a ser nomeada no dia 6 para representar o ex-governante socialista, depois de Inês Louro, a primeira a ser chamada e antiga presidente da Junta de Freguesia de Azambuja pelo PS, ter invocado objeção de consciência por ser militante do Chega.
José Sócrates mandatou, no final de novembro, José Preto como seu advogado no processo Operação Marquês, em substituição de Pedro Delille, que, em 4 de novembro, renunciou à defesa do antigo primeiro-ministro, ao fim de 11 anos a representá-lo.
José Preto pretendia ter cinco meses e meio para se inteirar do caso, mas em 26 de novembro de 2025, o pedido foi rejeitado pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa, que, concedendo formalmente dez dias para o estudo do processo pela defesa, reagendou o início dos trabalhos para hoje.
No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.
Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.
[Notícia atualizada às 13h19]
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