Relator especial de conselho da ONU diz que recomendação de Bolsonaro sobre golpe ‘é imoral e inadmissível’

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O relator especial da Organização das Nações Unidas(ONU) , Fabián Savioli, emitiu um comunicado nesta sexta-feira em que pede que o presidente JairBolsonaro reconsidere as recomendações para comemorar o aniversário de 55 anos do golpe militar de 1964,   o que depois o presidente chamou de “relembrar”  . Savioli é relator especial da Promoção da Verdade, Justiça, Reparação de Garantias de Não-Reincidência. Ele foi o destinatário de uma denúncia feita hoje mais cedo pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH) , que pediram ao relator que se posicionasse sobre o tema.

No comunicado, Savioli classificou uma possível comemoração do golpe como “imoral e inadmíssivel em uma sociedade baseada nas regras da lei”. Para ele, “as autoridades têm a obrigação de assegurar que crimes tão horrendos (como os que aconteceram em meio ao regime militar) não sejam esquecidos nunca” e que ofereçam garantias para que eles não sejam “deturpados ou impunes”.

O relator especial disse ainda que está “profundamente preocupado” com as possíveis celebrações, uma vez que elas podem “levar a um processo de revitimização para aqueles que sofreram”. Entre os episódios que marcaram o regime militar brasileiro, Savioli destacou a morte e o desaparecimento de 8 mil indígenas e 434 dissidentes políticos. Os dados foram levantados pela Comissão Nacional da Verdade, criada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e foram incluídos na denúncia enviada à ONU pela OAB e plo IVH.

A ordem de Bolsonaro teve efeitos práticos. Na manhã desta sexta-feira, o Exército realizou em Brasília uma cerimônia para “rememorar” o golpe de de 31 de março de 1964 . O ato realizado no pátio do Comando Militar do Planalto começou às 8 horas e durou exatos 30 minutos. Nas palavras do mestre de cerimônias do evento, o “golpe” virou um “momento cívico-militar”. Ontem, o Comando Militar do Sudeste realizou uma solenidade com a presença de seis deputados estaduais do PSL, partido de Bolsonaro.

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