‘Infelizmente não fomos prudentes’, reconhece Crivella sobre equipes de socorro

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O prefeito Marcelo Crivella reconheceu, na manhã desta terça-feira, que houve demora no atendimento de equipes municipais durante o temporal que caiu na cidade na noite desta segunda-feira e provocou caos em diversos pontos do município, sobretudo na Zona Sul. Durante coletiva de imprensa no Centro de Operações Rio (COR), Crivella afirmou que o município não foi prudente e que, nas próximas previsões de grande temporal, a prefeitura precisará posicionar equipes em locais críticos antes do início das tempestades.

– Realmente ontem nós nos cobramos muito pela falta de pessoal na Zona Sul do Rio. Estávamos esperando chegar reboque. Resolvemos mudar esse protocolo. Nas próximas chuvas em que tivermos previsão de grande precipitação em curto espaço de tempo nós já teremos que ter esses equipamentos ( referindo-se a ações que podem auxiliar os cariocas durante o forte temporal e amenizar o impacto da chuva ) previamente nos locais. Já era uma coisa que tínhamos visto anteriormente. Infelizmente não fomos prudentes para fazer agora. Teremos que ter reboques, pessoal da conservação e da Comlurb esperando previamente nesses locais – afirmou Crivella.

O prefeito foi questionado sobre a falta de investimento em drenagem. De acordo com reportagem do GLOBO, dados do Rio Transparente da execução orçamentária da prefeitura do Rio mostram que até o momento o município não gastou um centavo na manutenção da drenagem urbana da cidade. Os R$ 8.297.106,09 pagos para as empreiteiras contratadas para esses serviços quitaram apenas faturas por serviços prestados principalmente no ano passado. Ou seja, durante todo o verão, a antiga Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), não autorizou (empenhou) novas despesas entre janeiro e o início de abril. O temporal que deixou três mortos na cidade é o terceiro registrado em 2019.


Crivella não comentou os dados, mas justificou que o município precisa de uma grande quantidade de recursos para solucionar problemas:

– Fizemos um estudo completo para melhorar a drenagem e tapar os buracos. Estimamos hoje cerca de 200 mil redes pluviais que estão com problema, que quebraram porque porque cederam. Há dois problemas: o solo e o problema da Cedae, que que não tendo rede de esgoto lança cocô e xixi na rede da prefeitura. E isso acaba, pela acidez dos dejetos, destruindo nossas manilhas.

 

 

O prefeito disse que faltam recursos para os reparos:

– Para consertar cada uma delas (rede de pluvial), calculamos em torno de R$ 4 mil. Estamos falando de centenas de milhões. Imaginamos em torno de $ 50 para tapar cada buraco. Hoje, estimamos cerca de 200 mil buracos para serem tapados. Vou voltar a fazer a mesma pregação da falta de recursos do Rio de Janeiro e das grandes cidades. O presidente Jair Bolsonaro em sua campanha cansou de dizer menos Brasília e mais Brasil. E é isso que esperamos. Mais recursos para as cidades.

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