Biquini Cavadão retorna a Brasília com show em homenagem a Hebert Viana

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Nascido em um período de movimentos libertários impulsionados pela área musical, o Biquini Cavadão é uma banda que iniciou os trabalhos na década de 1980 — época marcada pelo fim de um regime militar e início da democracia. Assim como outros famosos grupos, seguiram a tendência e apostaram no rock como estilo e filosofia para a carreira.
A formação inicial contava com Bruno Gouveia (vocalista), Miguel Flores da Cunha (tecladista), André “Sheik” (baixista) e Álvaro “Birita” Lopes (baterista). Amigos, estudavam no mesmo colégio e, após tocar em um sarau, resolveram levar a brincadeira em frente. Ainda sem um nome definido, receberam a alcunha de Biquini Cavadão de maneira inusitada.
O vocalista e guitarrista de Os Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna — com quem o grupo mantém uma boa relação, comentou que se tivesse a idade dos jovens de ensino médio, “só pensaria em mulher, carros e biquini cavadão”. Desde então, adotaram o nome que levam até hoje. Mas a história poderia ser outra.
“Herbert havia sugerido também o nome Hipopótamos de Kart. E nós chegamos a pensar em mudar de nome para Divisão Eletrotécnica, antes de assinar o contrato. Só que a gente pensou: se chegamos até aqui por causa do nome Biquini Cavadão, esse nome é o que tinha que vingar. Embora estranho, Biquini Cavadão prova que não sei julgar um livro pela capa, ou uma banda pelo nome”, comenta Bruno Gouveia.
Após o lançamento do primeiro single, Tédio (1985), o grupo recrutou Carlos Coelho para ser o guitarrista que faltava ao quinteto. Por 16 anos, a formação participou de turnês nacionais e internacionais cantando os sucessos lançados como Quando eu te encontrarVento ventaniaTimidez e Janaína. Na virada do século 20 para o 21, o baixista Sheik deixou o Biquini Cavadão.
Desde então, a banda assumiu uma estratégia nova para as composições e apresentações, com músicos e cantores sendo convidados para integrar o conjunto. Durante os 19 anos que Bruno, Miguel, Birita e Carlos se apresentaram como quarteto, mais de vinte músicos passaram pelo grupo. Atualmente, o baixista Marcelo Magal e o saxofonista Walmer Carvalho fazem parte da banda, mas não existe a intenção de criar uma nova formação.
“Depois que Sheik saiu da banda, mantivemo-nos como um quarteto. Há muitas histórias bonitas entre nós da banda que datam desde o início da carreira. Ficaria difícil equilibrar isso com novos integrantes, fora que isso implicaria eles também investirem na carreira, e nem sempre isso é possível. Mas o Magal e o Walmer são músicos eternamente convidados e queridos”, revela o vocalista.
Mesmo tendo o rock como linha principal de composições, o Biquini sempre buscou inovar nas produções que lançou. Com 13 álbuns de estúdio e três álbuns gravados ao vivo, passaram por fases mais instrumentais e eletrônicas com o álbum Agora (1994) e por uma experimentação pop a partir do disco Só quem sonha acordado vê o sol nascer (2007).
“Podem não ter sido mudanças radicais, mas se fizeram presentes em cada lançamento. Nossa vida é um disco aberto. Falamos de nossas experiências. Acho que quando as mensagens têm a verdade como base, elas ficam mais fáceis de serem entendidas. As pessoas buscam hoje mais verdade do que músicas”, explica Bruno.
Homenagem
Amanhã a banda surge como atração principal do evento e traz o show da turnê Ilustre Guerreiro — no qual os músicos mesclam os sucessos e novidades do Biquini Cavadão com músicas em homenagem ao padrinho e vocalista do Paralamas.
Composições do cantor que se tornaram marcantes com artistas nacionais como Cuide bem do seu amor e Se eu não te amasse tanto assim fazem parte da apresentação. “O show tem músicas de Herbert Vianna, sim. E elas se misturam com nossos sucessos. É um resultado que faz o público cantar do início ao fim.”
O evento, que contou com shows do CPM 22, Um tributo em Celebração ao Charlie Brown Jr e Dona Cislene, termina neste sábado, com a apresentação da banda Jota Quest.

Entrevista // Bruno Gouveia

Mais de 30 anos se passaram desde a criação da banda. Como vocês vêm fazendo para renovar o repertório e conquistar públicos mais jovens?

Temos um grande orgulho de nosso passado, mas nossas composições buscam sempre o novo, o inusitado. Os últimos trabalhos que fizemos com o produtor Liminha foram um exemplo disso. E não fazemos música visando este ou aquele público. Acho que o trabalho de divulgação acaba sendo mais orgânico. Muitos jovens, por sinal, começam nos conhecendo pelos clássicos que os pais apresentaram a eles e depois descobrem as músicas mais recentes.

O álbum As voltas que o mundo dá (2017) fez muito sucesso, composto apenas com músicas inéditas. Qual é o principal conceito dele? Como foi construído esse projeto?

Apresentamos mais de 30 músicas e, depois de selecionarmos as nossas preferidas para a gravação, nos demos conta de como elas tinham um fio condutor: a imprevisibilidade da vida. As canções falam muito das surpresas boas ou más que a vida nos apresenta. É um dos discos que tenho mais orgulho de ter gravado.

Da mesma maneira, o álbum Perfil — Biquini Cavadão(2018) vem com uma releitura de sucessos do Biquini Cavadão. Por que renovar as composições marcantes? Qual o objetivo do projeto?

Na hora de selecionarmos as músicas para a série Perfil, vimos que as versões mais executadas nas plataformas digitais não eram as originais, mas as que regravamos em 2007 para um projeto que visava a nos tornar donos de nossos próprios fonogramas. Hoje, músicas como TédioVento Ventania e Timidez existem em versões de nossa propriedade e que fazem tanto sucesso quanto as gravadas na década de 1980 e 1990. Isso nos deu uma independência ímpar em relação a muitos outros artistas. Não lutamos para conseguir as originais das gravadoras, reinventamos os arranjos e as tornamos mais famosas ainda. Fez parte de nossa estratégia artística.

Ano passado vocês estiveram em Brasília. Este ano, novamente, mas em um festival maior. Como é a conexão de vocês com a cidade? 

Temos um grande prazer de estar em Brasília, local onde o rock sempre é muito bem recebido. Tocar num evento de tamanha magnitude nos enche de alegria e orgulho. Estamos ansiosos para mostrar o novo disco.

O rock brasileiro ainda vive dos sucessos passados, das décadas de 1980 e 1990. Como vocês percebem o panorama do movimento rock 

atualmente no Brasil? Existe alguma banda ou novo artista surgindo que vocês acompanham?
Existe um modismo sertanejo que vem predominando há muitos anos. Isso não quer dizer que as bandas estejam fazendo trabalhos fracos. E posso destacar aqui alguns grupos: Lambreta, Cali, Los Porongas, Selvagens à Procura de Lei, só pra começar. Uma nova onda virá, mais cedo ou mais tarde.

Após os recentes lançamentos, existe mais alguma movimentação para produção de novos projetos para 2019? 

O álbum Ilustre Guerreiro deverá ganhar duas novas versões até o fim do ano. Uma deluxe contendo mais músicas como Fui euCaleidoscópio e Foi o Mordomo, por exemplo. O outro disco é a versão ao vivo do show que foi gravado no Teatro Bradesco em São Paulo e que já está sendo exibido no canal Music Box. Os vídeos, em breve, irão pro YouTube, e o áudio será apresentado nas plataformas digitais. Sem contar com isso, temos um projeto chamado Vou Te Levar Comigo, em que convidamos artistas inusitados para cantar conosco. O primeiro single foi de Quanto Tempo Demora Um Mês com Matheus e Kauan. E, até o fim do ano, Péricles cantará Janaína conosco. No meio disso tudo, estou lançando um livro contendo minha biografia: É Impossível Esquecer o Que Vivi, pela editora Chiado. Muito sobre minha vida e a do Biquini Cavadão, claro.

Discografia 

Álbuns de Estúdio

• 1986 — Cidades em Torrente
• 1987 — A Era da Incerteza
• 1989 — 
• 1991 — Descivilização
• 1994 — Agora
• 1998 — biquini.com.br
• 2000 — Escuta Aqui
• 2001 — 80
• 2007 — Só Quem Sonha Acordado Vê o Sol Nascer
• 2007 — Sucessos Regravados
• 2013 — Roda-Gigante
• 2017 — As Voltas que o Mundo Dá
• 2018 — Ilustre Guerreiro (Uma Homenagem a Herbert Vianna)

Álbuns Ao Vivo

• 2005 — Ao Vivo
• 2008 — 80 Vol. 2 — Ao Vivo no Circo Voador
• 2014 — Me Leve Sem Destino
*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco
 

Brasília Capital Moto Week

Parque de Exposições Granja do Torto (PqEAT). Quinta-feira (25/7), a partir das 16h. DJ Léo Machado, DJ Marcelo Gates, Cabaré Blues, Terno Elétrico, Radio Amadores, Banda Romanov, Red Mustang, Nasty e TNSHE se apresentam no evento. Amanhã, a partir das 16h. DJ Léo Machado, Violeta Groove, Republica, Lupa, Allycats, O Bardo e o Banjo, Mariana Camelo e Banda e Biquini Cavadão (23h45) se apresentam no evento. Sábado, a partir das 16h. DJ Léo Machado, Dj Maffra, Quatro Estações, Os últimos Românticos, US Blacks, Procurados Blues Band, Quinta Essência, DJ Lorena e Jota Quest se apresentam no evento. Ingressos a partir de R$ 35. Não recomendado para menores de 18 anos.
Fonte: Correioweb

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